quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Não caia na rotina




Não é porque viramos mães ou pais que deixamos de ser atraentes e devemos deixar de nos preocupar com o desempenho, a qualidade e a freqüência sexual do casal. Se a monotonia de alguma forma existe na relação, é porque ela bateu na porta de casa e alguém permitiu que ela entrasse e lá ficasse instalada. Se ela tivesse pulado uma janela ou chegado com ares de visita indesejada, certamente alguém se incomodaria com tal abuso e a colocaria para fora.
Não estou aqui pregando o total extermínio da rotina e a abolição de regras e métodos entre os casais. Pelo contrário, a rotina é necessária para transmitir segurança a ambos e as regras servem para que sempre exista o respeito mútuo entre os pares. Refiro-me ao excesso de monotonia, a fazer todos os finais de semana os mesmos programas, freqüentar os mesmos restaurantes, ir aos mesmos cinemas, brigar pelos mesmos motivos, reclamar das mesmas questões. Essa rotina sim pode minar um casamento e muitos não percebem. Ou pior, percebem e vão levando a situação. É comum vermos pessoas que na intimidade da casa não se olham e não conversam, pois pensam que depois de algum tempo juntos não há nada mais para ser falado ou ser visto. Nem a convivência resistiu. Ou viver com uma pessoa sob o mesmo teto e não conversar, ou só trocar ofensas pode ser chamado de convivência?

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